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Para que serve o exame transoperatório feito pelo patologista no momento da cirurgia?

O exame feito pelo patologista, no momento da cirurgia, chama-se exame transoperatório. Também é chamado de “congelação”, pois muitas vezes o material analisado passa por processo de congelamento no laboratório, antes de ser examinado pelo patologista.

A finalidade deste exame é responder a uma pergunta feita pelo cirurgião, que necessita resposta durante o procedimento cirúrgico, sempre que esta resposta influenciar no tipo de cirurgia a ser realizada.

Interessa saber ao cirurgião, por exemplo, se um nódulo linfático (chamado de sentinela) está invadido por células do câncer da mama. Este nódulo linfático é identificado, retirado e enviado para o patologista, que o examina e responde ao cirurgião se há câncer no mesmo. Se há câncer, o cirurgião opta por retirar todos os linfonodos da axila. Se não há câncer, opta por encerrar esta etapa do procedimento cirúrgico.

Da mesma forma, podem-se obter informações sobre algum nódulo da própria mama, por exemplo, quando se necessita saber, durante a cirurgia, se o mesmo é benigno ou maligno (influenciando no tamanho da cirurgia) ou se um nódulo sabidamente maligno foi completamente retirado e se há margens de segurança nesta retirada, ou informação mais precisa sobre o tamanho de nódulo que, até então, havia sido detectado pelo exame físico e/ou pela mamografia.

Cada vez que se executa o exame transoperatório, procura-se utilizar a mesma amostra de material para executar o exame definitivo pelo patologista, chamado de anatomopatológico convencional ou anatomopatológico de material emblocado em parafina. Esta técnica, apesar de mais precisa, leva mais tempo para ser executada, não sendo viável durante a cirurgia sem prolongar muito o tempo da mesma. Assim, como o mesmo material é examinado duas vezes (transoperatório e convencional) e as técnicas são diferentes em precisão, pode ocorrer alteração no laudo definitivo emitido pelo patologista depois de encerrada a cirurgia.

Diferentes cirurgiões escolhem diferentes patologistas ou laboratórios de patologia para trabalharem em equipe, sendo que o critério mais importante para a escolha é a qualidade do diagnóstico. Uma das variáveis que influencia na qualidade desta escolha, portanto, é a compatibilidade entre o diagnóstico transoperatório e o exame definitivo. Assim sendo, a relação de confiança que existe entre o paciente e o cirurgião é muito semelhante a que existe entre o médico cirurgião e o médico patologista.

Quando os exames são executados com a devida prudência e técnica correta, e isto deve ser avaliado pelo médico na escolha da equipe de trabalho, as chances de erro são muito pequenas e o nível de “certeza” nos resultados é satisfatório e confiável.

Dr. Celso Piccoli Coelho - CRM 4446

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