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Entenda a técnica de Hibridização In Situ - Diagnóstico molecular

Cada vez mais, ferramentas são desenvolvidas e aperfeiçoadas para ajudar patologistas a identificar biomarcadores que possam auxiliar no diagnóstico e prognóstico de diversas patologias. Estamos falando da era dos diagnósticos moleculares, exames que utilizam de análises genéticas para ajudar a identificar alterações no DNA que possam ser preditivas de uma determinada doença ou ainda definir com segurança e precisão um diagnóstico.

A técnica de Hibridização “In Situ”

Dentre estas tecnologias, uma das mais avançadas é a técnica de Hibridização “In Situ” (HIS). A HIS é um método de patologia molecular que combina a análise genética e a morfologia celular em um único exame. Isso quer dizer que com esse tipo de tecnologia é possível identificar alterações no código genético das células, além de efetuar uma análise estrutural celular completa de um determinado tecido.

Apesar do conceito complexo, entender a HIS é relativamente simples. Imagine que uma pessoa possui a suspeita de um determinado tipo de câncer. A partir da coleta de uma pequena amostra do tecido afetado, a HIS consegue analisar o DNA das células presentes na amostra em busca de alterações genéticas que possam ser correlacionadas com o câncer.

Além disso, os patologistas conseguem analisar com o auxílio de um microscópio, a estrutura e forma das células, verificando se existem características no tecido que possam indicar a presença do câncer em questão. Em conjunto, todas essas informações são fundamentais para que o médico patologista consiga fechar o diagnóstico, assim como prever a evolução da doença e definir as melhores estratégias terapêuticas.

Como é realizada a HIS?

Tudo começa com a coleta de uma amostra do tecido afetado (no caso de câncer, por exemplo) obtida por meio de biópsia. Em geral, para realizar análises histopatológicas as amostras precisam ser processadas para preservar a sua integridade. Para isso, são aplicadas técnicas de preservação tecidual, como a fixação em formalina. A formalina é uma substância que preserva a estrutura física e molecular do tecido a ser analisado.

Após este tecido ser fixado, ele passa pelo processo de inclusão em parafina, que transforma a amostra em um bloco que pode ser facilmente manuseado sem que ocorra a destruição da amostra. Esse bloco de parafina que contém o tecido é então “fatiado” em um aparelho específico, de modo a se obter fatias de espessura micrométrica para ser feita posteriormente a técnica de HIS. No entanto, todo esse processamento deve obedecer a critérios metodológicos rigorosos para não inviabilizar a análise genética do material.

Hibridização “In Situ” Fluorescente (FISH)

Dentre os diversos tipos de HIS, a sua variação fluorescente é uma das mais utilizadas para diagnóstico. Também chamada Hibridização “In Situ” Fluorescente (ou FISH), esta técnica possui o mesmo princípio de funcionamento da HIS, diferenciando-se apenas por utilizar moléculas em sua aplicação que emitem cores fluorescentes quando excitadas por uma luz em um determinado comprimento de onda.

Lembre-se que o objetivo da técnica é identificar sequências específicas de DNA que possam estar alteradas nas células do paciente. Na FISH, essas sequências de DNA são localizadas pela ligação de sondas obtidas comercialmente, que são sequências complementares ao DNA que se deseja avaliar. É como se essas sondas se ligassem em pontos específicos do DNA analisado como em peças de um quebra cabeça, de forma bastante específica.

Essas sondas são ainda marcadas com as moléculas fluorescentes (fluorocromos) mencionadas anteriormente. A utilização de fluorocromos de cores diferentes no mesmo material permite múltiplas identificações de alterações genéticas. Ao final, esse material é analisado pelo patologista em um microscópio especial para fluorescência, com lâmpada, lentes e filtros específicos para permitir a visualização seletiva das cores emitidas pelos fluorocromos. Assim, é possível avaliar a presença de variações no DNA e alterações estruturais nas células de modo visual.

Aplicações para técnica de FISH

Apesar de utilizarmos muito o exemplo do câncer, a técnica de FISH pode ser utilizada para outras aplicações também. Podem ser feitos pela FISH diagnósticos de infecções virais, como para o papiloma vírus humano (HPV), além de análises de danos cromossomais e mapeamento genético.

Mas com certeza, são as análises oncológicas que dominam o uso da técnica, como no câncer de mama e de próstata. No Grupo Diagnose, contamos com a técnica de FISH para uma ampla variedade de patologias, sempre para garantir os melhores e mais confiáveis diagnósticos.

Lembrete: Somente realize exames após avaliação e indicação médica.

Nós, do Grupo Diagnose, assumimos o compromisso de deixá-los sempre bem-informados e atualizados, trazendo conteúdos relevantes e de qualidade para você.

 Referências:

Bass, B. P., Engel, K. B., Greytak, S. R., & Moore, H. M. (2014). A review of preanalytical factors affecting molecular, protein, and morphological analysis of formalin-fixed, paraffin-embedded (FFPE) tissue: how well do you know your FFPE specimen? Archives of pathology and laboratory medicine.

Batani, G., Bayer, K., Böge, J. et al. (2019). Fluorescence in situ hybridization (FISH) and cell sorting of living bacteria. Sci Rep.

Cui, C., Shu, W., & Li, P. (2016). Fluorescence in situ hybridization: cell-based genetic diagnostic and research applications. Frontiers in cell and developmental biology.

Hepp, C., Shiaelis, N., Robb, N.C. et al. (2021). Viral detection and identification in 20 min by rapid single-particle fluorescence in-situ hybridization of viral RNA. Sci Rep.

Huber, D., von Voithenberg, L. V., & Kaigala, G. V. (2018). Fluorescence in situ hybridization (FISH): history, limitations and what to expect from micro-scale FISH? Micro and Nano Engineering.

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