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Câncer de Pele. Saiba mais sobre essa doença.

O verão é sinônimo de praia, sol e calor, não é mesmo? No entanto, nessa época do ano a exposição solar aumenta consideravelmente, o que contribui muito para uma maior incidência de câncer de pele. Por esse motivo, neste mês comemora-se o dezembro Laranja, que possui o objetivo de informar e conscientizar a população dos riscos da exposição solar excessiva.

O câncer de pele é o tipo de câncer com maior frequência no país (cerca de 30%), segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Apesar da alta taxa, apenas 3% desses casos são considerados do tipo grave e, em geral, o prognóstico da doença pode ser considerado bom se diagnosticada precocemente.

Mas, o que é o câncer de pele?

Assim como todo tipo de câncer, o câncer de pele surge a partir de mutações no DNA das células, o que faz com que algumas cresçam e se multipliquem de forma rápida e desordenada, perdendo sua função. E um dos fatores que mais contribuem para o desenvolvimento dessa doença é a exposição solar. Isso porque a luz do sol é composta de raios ultravioletas (UVs) que podem ser danosos ao DNA das células de nossa pele se a exposição for prolongada e sem proteção.

O câncer de pele é classificado em dois tipos diferentes: não melanoma e o melanoma. O câncer não melanoma é o tumor de pele mais frequente, de menor mortalidade e com grande percentual de cura. Porém, se não tratado adequadamente, pode deixar sequelas bastante significativas na região afetada.

Já o melanoma tem origem nos melanócitos. Os melanócitos são as células que produzem a melanina, substância que determina a cor da pele. É o tipo mais grave devido à sua alta possibilidade de provocar metástase (disseminação do câncer para outros órgãos). O melanoma pode aparecer em qualquer parte do corpo, na pele ou mucosas, sob a forma de manchas, pintas ou sinais.

Apesar da gravidade, o prognóstico desse tipo de câncer pode ser considerado bom se detectado em sua fase inicial. Além disso, avanços científicos nos últimos anos ajudaram a melhorar a sobrevida dos pacientes com melanoma, principalmente devido à detecção precoce do tumor e à introdução dos novos medicamentos imunoterápicos.

O que pode aumentar o risco para o desenvolvimento do câncer de pele?

Além da exposição solar, fatores genéticos podem influenciar consideravelmente, como o histórico familiar de casos da doença. O câncer não melanoma é mais comum em pessoas acima de 40 anos e mais raro em crianças e negros. No entanto, é importante ressaltar que a exposição a raios UV pode afetar esses parâmetros, onde dados epidemiológicos apontam uma diminuição na idade dos pacientes diagnosticados. Ou seja, exposição prolongada e repetida ao sol, principalmente na infância e adolescência, pode aumentar os riscos.

Além disso, exposição às câmaras de bronzeamento artificial aumenta a chance de câncer de pele, incluindo o melanoma. Diversos estudos científicos comprovam os malefícios do uso desses equipamentos e, atualmente, a ANVISA proíbe a utilização dos mesmos no Brasil. Por fim, pessoas albinas ou com pele e olhos claros, também são mais suscetíveis ao desenvolvimento da doença.

Como é feito o diagnóstico?

A detecção precoce é um dos maiores aliados contra qualquer tipo de câncer, pois possibilita maior chance do tratamento ser bem-sucedido. A detecção precoce pode ser feita por meio da investigação com exames clínicos, histopatológicos ou radiológicos. Em alguns casos, podem ser solicitadas ainda biópsias do tecido afetado para uma investigação mais profunda.

É importante estar atento a qualquer modificação que apareça na pele. O câncer de pele não melanoma se manifesta principalmente nas áreas do corpo mais expostas ao sol, como rosto, pescoço e orelhas. É caracterizado por manchas na pele que coçam, ardem, descamam ou sangram, ou ainda feridas que não cicatrizam. Já o melanoma pode surgir a partir da pele normal ou de uma lesão pigmentada. A manifestação da doença na pele normal se dá após o aparecimento de uma pinta escura de bordas irregulares acompanhada de coceira e descamação. Em casos de uma lesão pigmentada pré-existente, pode ocorrer aumento no tamanho, alteração na coloração e na forma da lesão.

No entanto, é necessário ressaltar que na maior parte das vezes essas alterações na pele não são indicativas de câncer. Mas é importante que elas sejam investigadas por um médico especialista, principalmente se não melhorarem em poucos dias.

A prevenção é a melhor opção!

Como dito anteriormente, a luz solar é composta por raios ultravioletas que podem ser nocivos. Essa radiação atinge superficialmente (raios UVB) e mais profundamente (raios UVA) a pele, podendo causar queimaduras, lesões, alergias e também o câncer de pele. Os raios UVA são constantes ao longo do dia, enquanto o UVB aumenta sua intensidade no período das 10 às 16 horas. E é justamente o UVB que provoca as queimaduras, sendo fundamental evitar a exposição solar nestes horários de pico. Por outro lado, os raios UVA não queimam, tornando-os mais silenciosos e perigosos pelo potencial cancerígeno, além de acelerar o processo de envelhecimento da pele.

Por isso, a recomendação é sempre utilizar filtros solares! O protetor solar age como um filtro sobre a pele, protegendo-a dos raios ultravioletas. Busque sempre protetores solares que ofereçam filtro contra os raios UVB e UVA e com fator de proteção de, no mínimo, 30 (FPS30). Mesmo em dias nublados, a proteção é necessária, pois os raios UVA conseguem ultrapassar as nuvens. E se for passar um longo período exposto, não se esqueça de reaplicar a cada 3 horas ou menos, a depender do nível de transpiração! Além disso, utilize sempre acessórios de proteção, como chapéus e óculos de sol, além do guarda-sol.

Uma dúvida recorrente da população é sobre a questão da produção de vitamina D. Essa é uma vitamina importantíssima para diversas funções do corpo e tem sua produção diretamente relacionada à exposição solar. Os raios UVB são capazes de ativar a síntese da vitamina D na pele e por esse motivo, muitas pessoas acreditam que o uso de protetores solares poderia prejudicar esse processo. No entanto, recentes evidências científicas apontam que a utilização destes produtos não interfere na síntese da vitamina. Além disso, o uso do protetor solar parece não modificar a densidade óssea, ou seja, não interfere no risco de fratura óssea. Esse é um resultado bem interessante, já que a vitamina D é essencial para o crescimento e a mineralização óssea e sua deficiência está associada à osteoporose e ocorrência de fraturas.

Portanto, neste verão use e abuse do protetor solar! Assim você pode curtir a estação mais gostosa do ano e garante a saúde da sua pele.

LembreteSomente realize exames após avaliação e indicação médica.

Nós, do Grupo Diagnose, assumimos o compromisso de deixá-los sempre bem-informados e atualizados, trazendo conteúdos relevantes e de qualidade para você.

 Referências:

Afarideh, M., Sartori-Valinotti, J. C., & Tollefson, M. M. (2021). Association of Sun-Protective Behaviors With Bone Mineral Density and Osteoporotic Bone Fractures in US Adults. JAMA dermatology.

Alia E, Kerr PE. (2021). Vitamin D: Skin, sunshine, and beyond. Clin Dermatol.

INCA – Instituto Nacional de Câncer de Pâncreas. Câncer de pele melanoma. (2021). Brasil. Disponível em: https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-pele-melanoma

INCA – Instituto Nacional de Câncer de Pâncreas. Câncer de pele não melanoma. (2021). Brasil. Disponível em: https://www.inca.gov.br/tipos-de-cancer/cancer-de-pele-nao-melanoma

Le Clair, M. Z., & Cockburn, M. G. (2016). Tanning bed use and melanoma: establishing risk and improving prevention interventions. Preventive medicine reports.

Young, A. R., Narbutt, J., Harrison, G. I., Lawrence, K. P., Bell, M., O'Connor, C., ... & Philipsen, P. A. (2019). Optimal sunscreen use, during a sun holiday with a very high ultraviolet index, allows vitamin D synthesis without sunburn. British journal of dermatology.

 

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